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27 de novembro de 2011 Escrito por fernando em Notícias OPENGAME

MIBR entrevistou hen1-

 Membro da divisão Masculina de Counter Strike 1.6 da OPENGAME, Henrique "hen1-" Teles, concedeu uma bela entrevista ao portal MIBR. 

Na entrevista são tratados diversos tópicos, a grande maioria estão relacionados à grande vitória da equipe na Mega Acervus Cup, onde conquistaram a terceira colocação, sendo derrotados apenas pelo GamerHouse e Mandic, respectivamente. Lembrando que derrotaram o team69, playArt, Team DattaTec e GamerHouse.Girls. 

 

 Sem mais delongas, confira a entrevista: 

 Como e quando você começou a jogar? Foi influência do seu pai? 

Eu comecei a jogar quando tinha mais ou menos sete ou oito anos. Meu pai já jogava, junto com meu irmão mais velho (pbf1). Ele teve uma influência, sim. Na época, jogávamos CS e também TeamFortress. [/dcs_p]

 Em que momento vocês decidiram que os três irmãos e o pai iriam jogar no mesmo time?

Fomos jogando os 4fun da vida, né, e começaram a surgir os campeonatos aqui em Uberlândia. Meu pai foi vendo que a brincadeira estava ficando séria, então decidimos participar dos campeonatos. E, a cada torneio, pegávamos mais experiência, evoluíamos e meu pai percebeu que o negócio ia para a frente. [/dcs_p]

 Você e seus irmãos semprem jogaram juntos no mesmo time. Obviamente vocês já devem ter recebido propostas de outras equipes. Por que vocês nunca aceitaram e permaneceram juntos?

  Já recebemos, sim. É difícil porque o conjunto não é só um time, é uma família. Utilizamos o jogo também para nos divertir, até porque eu e Lucas moramos separados do meu pai, e viajar com a família, jogar em família é uma diversão e também uma forma de união entre nós. Eu e Lucas fizemos um pacto também… como nós somos muito grudados, prometemos um ao outro que um só entraria em outro time se o outro tivesse parado ou se a proposta fosse muito boa, exemplo Mandic, se é que você me entende. Mas agora jogando vimos que nós dois temos muito a crescer ainda e temos possibilidades de fazer com que nosso time seja o top, sem precisar sair da família e nem entrar em outros times. Deixar de jogar com uma pessoa que você está ao lado desde o começo e que é seu irmão, é complicado. Enfim, eu, Lucas e pbf1 só sairíamos em casos raros.

 Como é essa relação de vocês com o Counter-Strike? Por exemplo, um desentendimento dentro do jogo não afeta a vida pessoal?  

 Dentro do jogo há discussão, já rolou até briga entre eu e o Lucas, mas o engraçado é que no final a gente fica rindo e até brinca com a situação. Mas em geral não afeta nada na relação entre nós, conseguimos separar o CS das outras coisas. E falo mais: qualquer palavrinha errada, papai já olha e diz: “Olha a bocaaaaa” hahaha, então desentendimentos só dentro do jogo mesmo, igual todos os times. Somos muito unidos. 

 O time sempre marcou presença em diversos campeonatos de Minas, Goiânia, Brasília e região. Quão importante foi essa dedicação de participar dos torneios, mesmo não tendo chances de vitória na maioria deles, para o crescimento da equipe? 

 A cada campeonato era bom ver a superação do time, meu sabia no que estava “investindo”. E também viajar, como já disse antes, era uma forma de distração, de união. 

 O pai dessa família, Charles Brasil, leva vocês no campeonato de carro e está sempre apoiando. Eu queria que você falasse sobre a importância dele para vocês e para esse time. 

 Sem palavras. Ele está presente em tudo, escola, CS… Só temos que agradecer a Deus por ter o pai que nós temos, que muitos desejam ter. Agradecer por ele ser o pai que é. O time só existe porque ele lutou, às vezes gastou de onde não tinha para nós podermos nos divertir apenas. 

 Vocês participam dos campeonatos da região, sempre que possível, mas não contam com grandes patrocinadores. Como vocês bancam todos esses custos? Quem paga? 

 Sempre vinha do bolso do meu pai e do pbf1 (que trabalha). Depois, quando fomos evoluindo, foram surgindo patrocinadores. Um que está conosco até hoje é a NetGames, e recentemente o OPENGAME, com toda a sua equipe. Mas quem sempre bancou foi o nosso pai. 

 O time, fora os três irmãos, costuma passar por algumas mudanças na line-up com certa frequência. Há pessoas que digam que mudar muito é prejudicial. Mas no caso de vocês, houve uma evolução. Por que você acha que essa melhora aconteceu? 

 As pessoas que passaram pelo time sempre contribuiram com algo, com experiências que já haviam vivido. Então, era um aprendizado com cada uma. 

 Apesar de indas e vindas, o osama é figurinha carimbada na line-up. Você acha que ele agora conquistou de vez espaço nesse time? 

 Posso dizer que o osama foi quem nos mostrou o que era Counter-Strike. Foi nosso padrinho. Quero agradecer também porque ele que me ensinou no começou de tudo, a jogar realmente com a arma que mais gosto: AWP. 

 No qualify da Mega Acervus Cup, vocês derrotaram o KaOz, que era o franco favorito. Depois disse, tentaram manter a mesma line. Mas não deu certo. Por que vocês não conseguiram manter aquele time? 

 A distância acho que atrapalhou um pouco, e os horários dos treinos. 

 Sinceramente, qual era a colocação que vocês esperavam alcançar na Mega Acervus Cup? 

 Depois de ter tomado um 16-08 do GamerHouse, e visto que iríamos pegar equipes muito fortes, para nós, um top8 ou top6. 

 Depois de passar pela 1ª Rodada com um WO, vocês tiveram o azar de enfrentar o GamerHouse, que acabou sendo o campeão do campeonato. Ter caído para a Lower desanimou a equipe naquele momento ou vocês estavam preparados para essa situação? 

 Não consideramos azar, porque sabíamos que todas as equipes eram fortes. Para nós foi um desânimo sim, porque treinamos muito e na hora deu errado. O Lucas estava passando mal, nós ruins in-game, jogando já contra a equipe campeã, sem ver como o time estava na lan. Lógico, não tirando o mérito do GH, que ganhou porque foi melhor. Acho que se não perdessemos naquele momento, poderia ser pior, vai saber… Acho que ninguém se prepara o pior. 

 Na Lower, vocês derrotaram o GamerHouse.Girls com certa tranquilidade. O que você acha de times femininos participarem dos campeonatos? Você acredita que o nível ainda é muito baixo? 

 Os times femininos deveriam participar dos campeonatos nacionais, da região. O nível delas, competindo com equipes masculinas, é um pouco baixo, sim, mas isso só melhora jogando contra equipes masculinas. 

 Depois, o seu time venceu o Dattatec. Podemos dizer que foi o primeiro confronto internacional de vocês. Como foi essa partida? 

 Sim, foi uma partida que tive um certo brilho, pude ajudar meu time com o meu máximo. Nós ficamos muito felizes por ter ganho, até porque a obrigação era totalmente deles de ganhar da gente. Demos o nosso máximo, contamos um pouco com a sorte e deu no que deu. 

 Nas Semifinais da Lower, vocês derrotaram o Team69, que havia passado, por exemplo, pelo playArt. O placar foi tranquilo. Para você, qual foi o principal mérito da sua equipe nesta partida? 

 Estávamos embalados, havíamos acabado de ganhar do Dattatec e já tínhamos jogado a train. Consertamos os erros que nós cometemos na partida contra o GamerHouse e conseguimos um resultado elástico. Acho que o principal mérito foi a união, e as táticas terem dado certo. Nosso jogo se encaixou no que eles faziam. 

 O melhor jogo do torneio foi, sem dúvidas, o que vocês fizeram contra o playArt. O seu irmão, pbf, disse não ter palavras para descrever o que sentiu no momento da vitória. E você? Consegue expressar o que passou na sua cabeça após bater um dos melhores times do Brasil? 

 Sem palavras, acho que foi um dos melhores sentimentos que já senti jogando Counter-Strike, uma coisa inexplicável. Não dá para descrever. 

 Vocês chegaram para a Mega Acervus Cup com o ricardolepra e treinaram apenas uma semana com ele. Você acha que se tivessem com uma line-up fixa há mais tempo, teriam tido um desempenho melhor ou foi a presença dele que ajudou tanto a equipe? 

 O jogo dele se encaixou com o nosso. O desempenho com a line-up fixa poderia ser melhor ou pior, não dá para saber. Mas com certeza a presença dele na equipe ajudou muito. Godin do Subway. 

 Atualmente, o time tem uma vaga em aberto, pois o ricardo atuou somente como complete. Eu fiz a mesma pergunta quando entrevistei seu pai, em Fevereiro, e vou fazer a você: se você pudesse, qual jogador internacional você colocaria para completar a line-up? 

Com certeza, f0rest. 

 Você foi um dos destaques dessa Acervus Cup e, sem dúvidas, foi a revelação, com grandes atuações de AWP. Dizem por aí que você passa bastante tempo no DM treinando. É verdade? Você acredita que a chave para o sucesso é a dedicação? 

Eu procuro jogar DM sempre que tenho tempo de sobra, pelo menos 15 a 30 minutos por dia. Tem dia que não porque é corrido, mas em época de campeonato eu frito no DM, procuro jogar uma hora, 1000 frags por dia. Dedicação é só uma parte para o sucesso. 

 Você tem algum ídolo na AWP, alguém que você assiste POVs? 

De antigo, o cogu. Atualmente, o Delpan, sem dúvidas. 

 O que você espera 2012? Você acha que é possível continuar nesse crescente e repetir bons resultados como esse nos próximos nacionais? 

 

Espero um ano de ainda mais vitórias. Só tendemos a crescer mais e mais, mas nunca perder a humildade, como muitos aí, que deixam a estrelar subir para a cabeça. 

 Para terminar, você tem o espaço para deixar sua mensagem. E muito obrigado pela entrevista. 

 Quero agradecer primeiramente a vocês do MIBR, à família OPENGAME, nossos patrocinadores e ao meu pai, por ele ser o que é. Agradecer a Deus por ter o meu pai, um cara batalhador, que ainda vai colher muitas vitórias. Agradecer também todos que me apoiam, que apoiam o meu time. Quero deixar algumas frases para vocês: 

 “É necessário sempre acreditar que um sonho é possivel, que o céu é o limite, e você, truta, é imbativél” (Racionais MC’s) 

 “Honestidade nunca será demais. Sua moral não se ganha, se faz!” (Racionais MC’s) 

 “Em cada flor que nasce, a vitória eu espero. Assim como toda felicidade é passageira, nenhum sofrimento será eterno”. 

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